A responsabilidade ambiental da humanidade
Pergunta:
- Enquanto investigador, vê o próximo século (XXI) com alguma preocupação?
Eurico da Fonseca:
- O nosso futuro depende do futuro do mundo e a minha visão do mundo divide-se entre a decadência e aquilo que os homens poderão fazer para a evitar.
As pessoas ainda não têm a noção do que nos espera e parece-me que é preciso cairmos na decadência e no caos para que depois a humanidade renasça.
Tudo isto tem a ver com as questões ambientais e com o esgotamento das reservas do planeta que, como está mais que provado, acaba por provocar enormes desequilíbrios sociais e humanos.
Portanto, enquanto a humanidade não perceber isto, o nosso futuro será uma grande incógnita.
Entrevista dada em 31-01-2000.
Eurico da Fonseca viria a morrer a 4 de Dezembro desse mesmo ano.
Já lá vão 10 anos... a humanidade, essa continua a cavar a sua própria sepultura.
- Enquanto investigador, vê o próximo século (XXI) com alguma preocupação?
Eurico da Fonseca:
- O nosso futuro depende do futuro do mundo e a minha visão do mundo divide-se entre a decadência e aquilo que os homens poderão fazer para a evitar.
As pessoas ainda não têm a noção do que nos espera e parece-me que é preciso cairmos na decadência e no caos para que depois a humanidade renasça.
Tudo isto tem a ver com as questões ambientais e com o esgotamento das reservas do planeta que, como está mais que provado, acaba por provocar enormes desequilíbrios sociais e humanos.
Portanto, enquanto a humanidade não perceber isto, o nosso futuro será uma grande incógnita.
Entrevista dada em 31-01-2000.
Eurico da Fonseca viria a morrer a 4 de Dezembro desse mesmo ano.
Já lá vão 10 anos... a humanidade, essa continua a cavar a sua própria sepultura.
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Energia verde

Milhões de Euro serão investidos no sector das ‘energias verdes’ nos próximos anos. E o tempo é curto, segundo um alerta dos cientistas e da Organização das Nações Unidas. Em quinze anos, no máximo, o mundo precisa de um conjunto de acções sustentáveis, dentre elas, o estabelecimento de novas fontes de matrizes energéticas. Falar de energia limpa no contexto ambiental actual é discutir sobre a vida no planeta.
Em casa cada um pode contribuir ao fazer uso de racionalidade na energia que tem disponível.
Segundo fontes da EDP com a construção de nove novas barragens e reforços de potência noutras seis já existentes, Portugal irá ficar auto-suficiente em energia verde a partir de 2015. Oxalá.
Em casa cada um pode contribuir ao fazer uso de racionalidade na energia que tem disponível.
Segundo fontes da EDP com a construção de nove novas barragens e reforços de potência noutras seis já existentes, Portugal irá ficar auto-suficiente em energia verde a partir de 2015. Oxalá.
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Eólicas flutuantes
A EDP assinou um memorando de entendimento para instalar turbinas eólicas flutuantes na costa portuguesa, em zonas com mais de 50 metros de profundidade de água.
A EDP vai avançar com o projecto WindFloat - desenvolvido pela EDP Inovação juntamente com a empresa Principle Power -, que se propõe instalar parques eólicos geradores de electricidade na costa portuguesa.
A EDP considera que os geradores eólicos e as respectivas bases flutuantes do projecto WindFloat terão características inovadoras, que asseguram maior controlo do movimento das ondas e das turbinas.
Primeira unidade de produção de energia das ondas começa a operar
A primeira unidade do mundo que converte a energia das ondas do mar em electricidade começou a operar.
O projecto da Aguçadoura, inicialmente, gerará energia utilizando conversores Pelamis Wave Energy(PWEC), que estão semi-submersos. São estruturas articuladas compostas por secções cilíndricas ligadas por juntas articuladas. Descrito como o "mar de aço articulado" ou "cobras", elas estão amarradas ao largo da costa norte de Portugal.
As unidades PWEC estão actualmente a produzir 2,25 MW de electricidade que é introduzida na rede eléctrica nacional, tornando Portugal o primeiro país no mundo a aproveitar a energia das ondas numa base comercial.
Este projecto é parte de uma parceria mais ampla, o consórcio Ondas de Portugal, que incidirá sobre o desenvolvimento de projectos experimentais de energia das ondas.
O projecto da Aguçadoura será o primeiro de uma série de projectos realizados pela parceria. Nesta primeira fase o investimento total foi de cerca de € 8,5 milhões.
A segunda fase do projecto será o de fabricação e instalação de mais 25 máquinas e aumentar a capacidade instalada até 22,5 MW.
Uma vez concluído, este deve atender a demanda de energia eléctrica média anual de mais de 15.000 famílias e evitar mais de 60.000 toneladas por ano de emissões de dióxido de carbono para a atmosfera.
O projecto beneficia da legislação do Estado Português na implementação duma tarifa mais baixa a longo prazo para a electricidade gerada. Esse incentivo deverá no futuro, permitir o financiamento de projectos neste âmbito e constitui um incentivo para o investimento na tecnologia emergente por financiadores de projectos e fornecedores de tecnologia.
Por enquanto o seu preço não é suficientemente competitivo.
O projecto só foi possível graças ao benefício da tarifa especial da alimentação em Portugal que, basicamente, pretende e permite continuar a desenvolver a tecnologia. Espera-se que em 15 anos a energia das ondas vá ser tão ou mais competitiva como o vento é agora.
O projecto da Aguçadoura, inicialmente, gerará energia utilizando conversores Pelamis Wave Energy(PWEC), que estão semi-submersos. São estruturas articuladas compostas por secções cilíndricas ligadas por juntas articuladas. Descrito como o "mar de aço articulado" ou "cobras", elas estão amarradas ao largo da costa norte de Portugal.
As unidades PWEC estão actualmente a produzir 2,25 MW de electricidade que é introduzida na rede eléctrica nacional, tornando Portugal o primeiro país no mundo a aproveitar a energia das ondas numa base comercial.
Este projecto é parte de uma parceria mais ampla, o consórcio Ondas de Portugal, que incidirá sobre o desenvolvimento de projectos experimentais de energia das ondas.
O projecto da Aguçadoura será o primeiro de uma série de projectos realizados pela parceria. Nesta primeira fase o investimento total foi de cerca de € 8,5 milhões.
A segunda fase do projecto será o de fabricação e instalação de mais 25 máquinas e aumentar a capacidade instalada até 22,5 MW.
Uma vez concluído, este deve atender a demanda de energia eléctrica média anual de mais de 15.000 famílias e evitar mais de 60.000 toneladas por ano de emissões de dióxido de carbono para a atmosfera.
O projecto beneficia da legislação do Estado Português na implementação duma tarifa mais baixa a longo prazo para a electricidade gerada. Esse incentivo deverá no futuro, permitir o financiamento de projectos neste âmbito e constitui um incentivo para o investimento na tecnologia emergente por financiadores de projectos e fornecedores de tecnologia.
Por enquanto o seu preço não é suficientemente competitivo.
O projecto só foi possível graças ao benefício da tarifa especial da alimentação em Portugal que, basicamente, pretende e permite continuar a desenvolver a tecnologia. Espera-se que em 15 anos a energia das ondas vá ser tão ou mais competitiva como o vento é agora.
A Toshiba desenvolve Micro Reactor Nuclear
A Toshiba desenvolveu uma nova classe de micro reactores nucleares que foi concebido para poder fornecer energia a edifícios de apartamentos individuais ou quarteirões. O novo reactor, que tem apenas 20 por 6 metros, pode mudar tudo para as pequenas comunidades isoladas, pequenas empresas ou até mesmo para grupos de vizinhos cuja energia é fornecida de forma usual mas que querem mais controle sobre suas necessidades energéticas.
A micro reactor da Toshiba tem uma potência de 200 quilowatts e foi projectado para ser à prova de falhas e totalmente automático e não super-aquecer. Ao contrário dos tradicionais reactores nucleares este não utiliza barras de controlo para iniciar a reacção. A nova tecnologia, utiliza reservatórios de lítio-6 líquido, um isótopo que é eficaz na absorção de neutrões. Os reservatórios de lítio-6 estão ligados a um tubo vertical, que se encaixa no núcleo do reactor.
Todo o processo é auto-sustentável e a produção de electricidade pode durar até 40 anos com custos estimados de cerca de 5 cêntimos por quilowatt / hora, mais de metade do custo da energia da rede.
A Toshiba espera já terá instalado o primeiro reactor no Japão em 2008 e começará a comercializar o novo sistema na Europa e na América em 2009.
A micro reactor da Toshiba tem uma potência de 200 quilowatts e foi projectado para ser à prova de falhas e totalmente automático e não super-aquecer. Ao contrário dos tradicionais reactores nucleares este não utiliza barras de controlo para iniciar a reacção. A nova tecnologia, utiliza reservatórios de lítio-6 líquido, um isótopo que é eficaz na absorção de neutrões. Os reservatórios de lítio-6 estão ligados a um tubo vertical, que se encaixa no núcleo do reactor.
Todo o processo é auto-sustentável e a produção de electricidade pode durar até 40 anos com custos estimados de cerca de 5 cêntimos por quilowatt / hora, mais de metade do custo da energia da rede.
A Toshiba espera já terá instalado o primeiro reactor no Japão em 2008 e começará a comercializar o novo sistema na Europa e na América em 2009.
Maior central solar do mundo vai produzir 93GWh
Com uma capacidade total instalada de 46,41 MW, a Central Solar Fotovoltaica de Amareleja, salpica de azul 250 hectares da terra mais quente de Portugal, devido aos recordes de temperatura máxima durante o verão.
A qualidade e a quantidade da radiação solar na região, aliadas à disponibilidade de terreno, levaram a Acciona a apostar e a investir 261 milhões de euros num projecto idealizado a seis anos pelo sonho renovável do prefeito de Moura, José Maria Pós-de-mina.
Em funcionamento pleno há quase quatro meses, a central vai produzir, durante os próximos 25 anos, 93 GWh de energia por ano.
A produção é suficiente para abastecer 35 mil habitações e poupar cerca de 90 mil toneladas de emissões de gases com efeito de estufa.
A central, que durante a fase de instalação empregou temporariamente 220 trabalhadores, vai criar cerca de 15 postos de trabalho permanentes, a maioria nos serviços de manutenção.
Fábrica
O projecto engloba ainda uma fábrica de produção de painéis fotovoltaicos, também propriedade da Acciona e a funcionar em Moura e que deverá criar entre 100 e 110 empregos directos.
Por outro lado, a Acciona, quando adquiriu a Amper, criada pela prefeitura de Moura para construir e gerir a central, disponibilizou dois fundos para o município.
Um deles, no valor de três milhões de euros, será para iniciar do Tecnopólo de Moura, que será focado na pesquisa e criação de empresas do sector das energias renováveis, e o outro, de 500 mil euros, destina-se à construção de infraestruturas sociais na cidade.
Turbina de levitação magnética
Trata-se desta gigantesca estrutura em forma de prédio.
Com várias aletas, é uma turbina que está levitando num eixo magnético.
Como não há atrito, o menor vento faz a turbina girar.
A escala faraónica da turbina produz um volume eléctrico que alimentaria facilmente 750.000 residências americanas – que consomem luz numa escala superior ao resto do mundo.
Esta ideia da MagLev Wind Turbine Technologies, uma empresa baseada no Arizona, é capaz de gerar energia por menos de €:0.007273 Euro por kilowatt/hora.
Ou seja, mais barato que comprar gelo no Pólo Norte.
Com o núcleo das aletas levitando, não há fricção e sem ficção a energia gerada é bem maior. Mas não é só isso. Com o sistema de levitação o custo de manutenção reduz de modo absurdo e a vida útil do gerador é prolonga indefinidamente.
A tecnologia química está trazendo novos materiais ultra-super-leves que ajudarão ainda mais na redução do peso total da turbina e aumentarão sua eficiência.
É possível que esta turbina use um sistema de magnetos permanentes, ao contrário dos electromagnetos usados nos trens de levitação electromagnética. Assim, no conceito tecnológico, está próxima do Maglev.
A China já está a testar, com sucesso, a primeira turbina de levitação magnética do mundo.
Com várias aletas, é uma turbina que está levitando num eixo magnético.
Como não há atrito, o menor vento faz a turbina girar.
A escala faraónica da turbina produz um volume eléctrico que alimentaria facilmente 750.000 residências americanas – que consomem luz numa escala superior ao resto do mundo.
Esta ideia da MagLev Wind Turbine Technologies, uma empresa baseada no Arizona, é capaz de gerar energia por menos de €:0.007273 Euro por kilowatt/hora.
Ou seja, mais barato que comprar gelo no Pólo Norte.
Com o núcleo das aletas levitando, não há fricção e sem ficção a energia gerada é bem maior. Mas não é só isso. Com o sistema de levitação o custo de manutenção reduz de modo absurdo e a vida útil do gerador é prolonga indefinidamente.
A tecnologia química está trazendo novos materiais ultra-super-leves que ajudarão ainda mais na redução do peso total da turbina e aumentarão sua eficiência.
É possível que esta turbina use um sistema de magnetos permanentes, ao contrário dos electromagnetos usados nos trens de levitação electromagnética. Assim, no conceito tecnológico, está próxima do Maglev.
A China já está a testar, com sucesso, a primeira turbina de levitação magnética do mundo.

Torre Solar JVR

Com a crescente necessidade de geração de energia limpa, antigas idéias estão a voltar ao campo de testes.
Uma delas é a interessante torre (ou chaminé) solar; um projeto já proposto pelo espanhol Isidoro Cabanyes, em 1903.
O conceito é simples. Uma superfície transparente duplamente aquecida coleta energia solar e aquece o ar, que naturalmente sobe por uma chaminé gerando um fluxo de ar que movimenta turbinas estrategicamente posicionadas.
Circular com ar puro
O veículo circula a uma velocidade de até 150 quilómetros por hora, tem uma autonomia de 300 quilómetros e um motor de 80 cavalos. Para abastecer é tão simples como encher um pneu de uma bicicleta, ou seja, basta usar uma bomba para ar comprimido ou carregar o compressor através da electricidade, para ser mais rápido.
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